domingo, 16 de agosto de 2020

NÃO PODEMOS RELAXAR



Valei-me Nossa Senhora!
O formigueiro assanhou.
De três semanas pra cá,
O pessoal relaxou.
Até parece, meu Deus,
Que o corona se acabou.


É gente pra todo lado
É de noite e é bem cedo.
É um em cima do outro
Eu digo e não é segredo
Da Covid 19
O povo perdeu o medo.


É gente de todo canto
Na rua se encontrando.
É gente apertando as mãos,
É gente se abraçando...
Menino dando a benção
E a madrinha beijando.


Na feira se pode ver
Velho, menino e moço,
Tudo por cima um do outro,
Fazendo aquele alvoroço.
Comerciante e cliente
Com máscara no pescoço.


Sem máscara muita gente
Está a se exibir,
Achando que a doença
Daqui chegou se sumir,
Só porque na região
Mandaram o comércio abrir.


Você que está pensando
Que o vírus foi embora,
Está muito enganado,
Meu senhor, minha senhora!
Na sola do seu sapato
Ele pode estar agora.


Está certo que os casos
Já estão diminuindo.
Mas se o povo relaxar,
Não seguir se prevenindo,
Os casos vão aumentar
Do jeito que está indo.


Vamos se cuidar meu povo!
Não podemos relaxar.
A doença está aí,
pronta para nos pegar,
Só estaremos imunes
Quando a vacina chegar.


Cícero Manoel
Santana do Mundaú-AL
15 de agosto de 2020

domingo, 28 de junho de 2020

CULTURA E TRADIÇÃO NOS FESTEJOS JUNINOS

(Cícero Manoel)

No Nordeste brasileiro
Quando chega o “São João”,
A cultura nordestina
Entra logo em ação.
As coisas do meu Nordeste
Nesse mês é tradição.


Começa pela fogueira
Para comer milho assado.
A canjica, a pamonha,
O matuto bem trajado,
E o forró pé de serra
Por Gonzaga inventado.


Tem sanfoneiro dos bons
Pra tocar o mês inteiro.
A comadre animada
Abufela seu parceiro.
Tem bomba, traque e chuvinha,
Para soltar no terreiro.


No dia doze do mês
Tem muito amor e folia.
Os casais de namorados
Se beijam com alegria
E a moça encalhada
Chorando faz simpatia.


Tem repente, tem cordel,
Tem poesia rimada.
Tem a quadrilha junina
Pra animar a moçada,
Onde o cabra ralha o milho
Com a cabocla suada.


Infelizmente este ano
Ninguém pode festejar.
Pra ninguém adoecer
É preciso se cuidar.
Talvez no ano que vem
A gente possa brincar.

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Residencial Jussara, Santana do Mundaú-AL
23 de junho de 2020

domingo, 14 de junho de 2020

SESSENTA ANOS DE HISTÓRIA

(Fotografia: autor desconhecido)


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Pego outra vez na caneta
Que estava adormecida,
Para homenagear
A minha terra querida,
Santana do Mundaú:
Pedaço da minha vida.


A esta terra tão linda
Vai a minha saudação.
Neste quatorze de junho,
Abraço e beijo esse chão,
Pelos seus sessenta anos
De sua emancipação.


Seis décadas de história
Guardadas em um baú
Que se encontra invisível
No abraço seminu
Entre o Riacho Mirim
E o Rio Mundaú.


Hoje eu abraço meu vale
Com seu rio sofredor.
Abraço minhas montanhas
Com todo seu esplendor
Abraço minha cidade
Com carinho e muito amor.


Viva Mundaú-Mirim!
Viva Augusto Cavalcanti!
Que na sua independência
Foi o ser mais atuante.
Um homem visionário,
Mundauense importante!


Viva Manoel Francisco!
Um cidadão de respeito.
Escolhido pelo povo
Como o primeiro prefeito
A governar essas terras
Com prazer dentro do peito.


Viva Senhora Sant’ana
Padroeira da cidade!
Que se une ao maior rio
Da nossa localidade
E dá nome à nossa terra
Pra nossa felicidade!


Um viva à nossa cultura
Que não morrerá jamais!
À nossa Laranja-Lima!
Aos produtores rurais!
À Munguba! A Jussara!
Às belezas naturais!


Um viva aos profissionais
Do velho até o mais novo!
Viva as crianças! Os jovens!
Viva os artistas do povo!
Que no futuro, o progresso,
Traga-nos grande renovo!


Viva as mulheres guerreiras
Que lutam sem se cansar!
Viva os homens corajosos
Que trabalham sem parar!
Viva aqueles que lutaram
E não podem amis lutar!


Viva toda a nossa gente
Com seus sonhos e seus planos!
Que Deus proteja essa terra
Dos bárbaros e tiranos!
Parabéns minha cidade
Pelos seus sessenta anos!


Das seis décadas de história
Três delas pude viver.
Pretendo viver mais uma.
Pois se isto acontecer,
No ano dois mil e trinta
Voltarei a escrever.

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Cícero Manoel
Residencial Jussara, Santana do Mundaú-AL
14 de junho de 2020