segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

RELATO DA PROCISSÃO DE SANTA ANA EM SANTANA DO MUNDAÚ - AL (EM 2016)


Como foi lindo de ver
Nesta tarde de verão,
As ruas de Mundaú
Se abrirem pra multidão
Exaltar sua padroeira
Numa bela procissão.

A procissão na cidade
É algo tradicional,
Todo ano acontece
Junto com o festival
Que aclama Santa Ana
A padroeira local.

O céu estava nublado,
Podia logo se ver,
Que uma hora ou outra
Poderia até chover,
O calor suando a pele
Fazia o suor descer.

Padre Givaldo pregava
Em frente à linda matriz,
A multidão se juntava
Toda alegre e feliz,
O nome de Jesus Cristo
Diziam e pediam bis.

Na matriz de Santa Ana
Com muita fé e amor,
Fiéis se ajoelhavam,
Fazendo prece em fervor,
Perante imagens daqueles
Que serviram ao Senhor.

Conduzidos em charolas
Lindas de admirar,
Os santos da Santa Igreja
Saíram pra passear,
Maria com os seus títulos
Não poderia faltar.

Entre elas: Mãe Rainha,
A Senhora Aparecida,
E a do Perpetuo Socorro
Que socorre a nossa vida.
O Coração de Jesus
Foi lindo a sua saída.

Mas o primeiro da frente
Foi ele: São Benedito.
Também saiu São Vicente
Santo Antônio, Santo Expedito,
E São José, pai da igreja,
Enfeitado, bem bonito.

Mas o momento mais lindo
E a hora mais esperada,
Foi quando a padroeira
Deixou a sua morada
Representada na imagem
De flores toda enfeitada.

Via-se gente de preto
Em meio à multidão,
Gente pagando promessa
Descalça de pés no chão,
Cantando lindos benditos
Com fé e com devoção.

A banda tocava o hino
Da excelsa padroeira,
Na frente da procissão
Ia a sagrada bandeira,
Amigos se encontravam
No chão subia a poeira.

Fazendo o Sinal da Cruz
Com Pai Nosso e Ave Maria,
Padre Givaldo no meio
A multidão conduzia,
No céu fogos estouravam,
Vivas! Palmas! Que alegria.

O céu fechou-se de vez
Pingos vieram a cair,
Nos vivas pra santa Ana
Chegava a se pressentir
Naquele final de tarde
O que estava por vir.

A chuva veio com fé
Ensopou a procissão,
Regou as flores dos santos,
Alagou aquele chão,
Veio pra lavar os pecados
De toda a multidão.

Alguns procuraram abrigo,
Outros foram se molhando,
A chuva em vez de parar
Ia era mais engrossando,
E só amenizou quando
A procissão foi voltando.

Quando a dona da casa
Chegou a sua morada,
Dos que foram até o fim
Só tinha gente ensopada,
E pode crer no que eu digo,
Já tinha velha gripada.

A chuva foi uma bênção
Mandada com muito amor,
Daquele que está no céu
Nosso Pai, Nosso Senhor,
Que fez a terra e a gente,
Agradeça ao Criador.

Na verdade o que se viu
Foi uma demonstração,
Da fé de todo esse povo
Do nosso lindo torrão
Rogando a Vovó Santana
Pedindo intercessão.

Parabéns Padre Givaldo,
Pároco desta cidade,
Que Deus guie o seu caminho
E sua comunidade,
Que jamais possa faltar
Amor e felicidade.

Aqui eu paro o relato
O qual escrevi contente,
O ano que vem de novo
Eu quero estar lá presente,
Que Santa Ana interceda
A Deus por cada um da gente.

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Cícero Manoel
Santana do Mundaú – AL
17 de janeiro de 2016


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

SÓ ME RESTA A SAUDADE





















(Cicero Manoel)

Mulher onde você anda?
Nunca mais te avistei,
Aqui dentro só eu sei
O quanto eu já sofri;
Quando você, meu amor,
Do meu mundo foi embora
Te juro naquela hora
Sem você enlouqueci.

Aqui eu penso em você
E sinto no coração,
A dor desta solidão
Que você em mim plantou;
Mulher, se você soubesse,
O quanto chego a te amar,
Voltava para o lugar
Onde tudo começou.

Não sei hoje onde estás...
Juro eu queria saber,
Sua foto não posso ver,
Dar vontade de chorar;
Essa paixão me consome,
Aos poucos está matando,
Mais e mais me sufocando,
Deus, eu não vou aguentar!

Nosso amor era tão lindo
Mas de repente acabou-se,
Nosso amor despedaçou-se,
Quem padece hoje sou eu;
Mulher, ainda ate amo,
Meu amor é de verdade
Só me resta hoje a saudade
Do gosto do beijo seu.


Santana do Mundaú - AL
4 de dezembro de 2013

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A MOCINHA DA CIDADE






Aqui nesse interior
Uma encantadora flor
Um dia pareceu;
Domou o meu coração
E deixou a ilusão
Rasgando esse peito meu.

Depois que ela chegou
Só oito dias ficou
Entre o nosso conviver;
Bastei pegar sua mão
Pra sentir no coração
Um imenso amor nascer.

Não esqueço o seu olhar,
Sua voz, o seu andar,
Meu Deus que saudade dela!
Relembro aqui sorrindo
Aquele beijo tão lindo
Que dei uma tarde nela.

Sonhei tê-la do meu lado,
Sonhei com ela casado,
Mas me afoguei em seu mar;
Caí num canto chorando
Quando a vi embarcando
De volta pro seu lugar.

Ela é moça da cidade
É cheia de vaidade,
Não é moça do sertão;
Nunca que ia querer
A sua vida viver
Nos braços de um peão.

Voltou pra sua cidade
Deixando a dor da saudade
Em meu peito sofredor;
Aqui choro a falta dela,
Nunca uma moça daquela
Ia querer meu amor!

Cicero Manoel
Sítio Ilha Grande
Santana do Mundaú – AL
1 agosto de 2015



FOTO: Ângela Melo