domingo, 27 de maio de 2018

ESTOU EM ARAPIRACA RECITANDO POESIA





Mote: Cícero Manoel
Glosas: Gabriel Diniz & Cícero Manoel

GABRIEL DINIZ

Com Cícero tô glosando
Cheio de felicidade,
Pois eu vejo na verdade
A Poesia falando,
Pouco a pouco me tomando
Repleto de alegria,
Só em boa companhia,
E meu verso não empaca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

CÍCERO MANOEL

Com fé em papai do céu
Vim participar deste evento
E aqui neste momento
Eu encontrei Gabriel.
Coloquei o meu chapéu,
Viajei na fantasia,
E na força da magia
Tirei versos da casaca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

GABRIEL DINIZ

Vejo gente bem bonita
Bem aqui nos assistindo,
Nossos versos tão ouvindo
Enquanto a gente recita.
Vai encaixando na fita
Verso e rima com magia,
O povo com simpatia
Nos ouve bem sem ressaca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

CÍCERO MANOEL

Esse Gabriel Diniz
É grande declamador,
Um poeta de valor
Para o nosso país. 
Eu estou muito feliz
De me encontrar nesse dia
Versando sem anarquia
Onde meu verso emplaca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

GABRIEL DINIZ

Meu amigo cordelista
Te falo com emoção
Da grande satisfação
Em acrescentá-lo à lista
De amigos nesta pista
Que se faz no dia a dia.
Não vejo aqui empatia,
Não tem peste, nem catraca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

CÍCERO MANOEL

Quando eu começo a versar
Eu não quero parar mais,
Essas pessoas legais
Que estão a escutar,
Eu quero aqui saudar
A todos com alegria,
Meu verso tem maestria
Eu nunca piso na jaca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

GABRIEL DINIZ

Meu poeta cordelista,
Caro Cícero Manoel,
Agradeço seu papel
Por estar aqui à vista.
Desse povo que conquista
E nos dá muita alegria,
Com atenta maestria
Minha inspiração me ataca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia

CÍCERO MANOEL

Eu cresci em Mundaú
Na linda zona da mata,
Minha terra não é chata.
É meu querido baú.
Lá o sapo cururu
Canta paquerando a gia,
Eu canto na água fria,
Tomando leite de vaca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

GABRIEL DINIZ

Não sei se já tô errando
Na rima, na oração,
Na métrica e narração
Do que estou improvisando.
Sei do que estou falando
Me dá medo neste dia
Do povo com maestria
Mandar eu fechar matraca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

CÍCERO MANOEL

As mulheres dessa terra
São lindas como umas flores,
Inspiram os versadores.
Que no verso fazem guerra.
Esse poeta não erra
Meu verso tem melodia,
A minha rima é sadia
Não é feia e nem fraca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

GABRIEL DINIZ

Como seus versos falaram
Estou a analisar,
Para cá quero mudar
Pois as moças me encantaram.
Se elas não me encontraram
Vou encontrá-las um dia,
Com suas face macia
Minha rima desempaca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

CÍCERO MANOEL

A Eliane eu aqui
Quero muito agradecer
Por outra vez me trazer
Lá das terras de Zumbi.
Pra fazer versos pra ti
E pra ouvir teoria.
Aqui eu fiz cantoria
Gravei meu nome na estaca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

GABRIEL DINIZ

Agradeço a esse povo
Que Aqui se faz presente,
Ouvindo os versos da gente
E por não tacarem ovo.
Espero voltar de novo
Pra lapidar maestria,
Afiar minha magia
Como se afia faca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

CÍCERO MANOEL

Eu quero outra vez voltar
Aqui para a UNEAL,
A SEMALI é cultural,
É um encontro singular.
Foi bom com você rimar
Agradeço a parceria,
Quero aqui outro dia
Tirar versos da bisaca.
Estou em Arapiraca
Recitando poesia.

GABRIEL DINIZ

Toda organização
Deste evento que se encerra
Nesta belíssima terra
A ela minha Gratidão.
Eu declamo com paixão
Através da mesma guia,
Que tanto me extasia,
Vou escrever numa placa:
Estive em Arapiraca
Declamando poesia.

CÍCERO MANOEL

Gabriel grande poeta
Eu também lhe agradeço
Por ti eu tenho apreço
Sua rima é completa.
Surge de forma repleta.
Todos você contagia,
Foi boa essa parceria,
Colhi de verso uma saca.   
Estive em Arapiraca
Recitando poesia.

(Escrito e recitado no auditório do Campus I da Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL em Arapiraca-AL, no dia 25 de maio de 2018 durante a V SEMALI)

domingo, 15 de abril de 2018

O BEIJO QUE ELA ME DEU ME DEIXOU APAIXONADO



Eu nunca pensei na vida
Amar aquela mulher
Toda cheia de mister,
Sedutora destemida.
Um dia na avenida
Por ela eu fui parado,
Na parede fui jogado,
Minha boca ela lambeu.
O beijo que ela me deu
Me deixou apaixonado.

Grudado no corpo dela
Naquela ocasião,
Senti o meu coração
Bater bem forte por ela.
Aquela mulher tão bela
Me deixou enfeitiçado
Vendo que eu tava gamado
Outro beijo ofereceu.
O beijo que ela me deu
Me deixou apaixonado.

Minha boca ela beijou
Naquela hora maluca
Apertando minha nuca
No meu pescoço colou
Meu coração disparou,
E eu com ela agarrado
Falei meio sufocado:
Quero outro beijo seu.
O beijo que ela me deu
Me deixou apaixonado.

Ontem bem perto de mim
A bonitona chegou
Em meu ombro encostou
E me disse bem assim:
Meu bem você tá afim
De um beijo bem colado?
Um desejo desgramado
Na hora me acometeu.
O beijo que ela me deu
Me deixou apaixonado.

A deusa encantadora
Tornou-se meu grande amor
A minha bonita flor,
Minha musa sedutora.
Foi a minha professora,
Me fez um homem amado,
Me fez cometer pecado,
No dia que me prendeu.
O beijo que ela me deu
Me deixou apaixonado.

Por ela hoje estou perdido,
Não sei mais viver sem ela,
Por causa do beijo dela
Hoje vivo iludido.
Ela é meu jardim florido,
Sem ela estou acabado,
O meu coração danado
Por ela enlouqueceu.
O beijo que ela me deu
Me deixou apaixonado. 

 (Cicero Manoel)
Sítio Ilha Grande, Santana do Mundaú-AL, 14 de abril de 2018

segunda-feira, 2 de abril de 2018

O VELHO, A VELHA, O CACHORRO E O GATO


(Cicero Manoel)

Morava numa fazenda
Em uma pobre casinha
Um velhinho de setenta
Com sua linda velhinha,
Casal lindo e unido
Como aquele não tinha.

Aquele casal se amava
Com amor no coração,
Naquela pobre casinha,
Naquele taco de chão,
Viviam os dois velhinhos
Com muita satisfação.

Os dois velhinhos criavam
Com um imenso carinho,
Um lindo gato murisco
Que se chamava Naninho
E um bonito cachorro
Que se chamava Pretinho.

Aquele casal de velho
Amava seus animais,
O cachorro amava o velho,
Gostava dele demais,
O velho dava ao cachorro
Cuidados especiais.

O lindo gato Naninho,
Também amava a velhinha,
O danado não saía
Do pé da sua doninha,
A velha passava o dia
Com o gato na cozinha.

Numa tarde de verão
Algo triste aconteceu,
Lá na cozinha a velha
Caiu num canto e morreu,
Quando o velho a encontrou
Chorou muito e padeceu.

Na casa saiu o velho
Pela velhinha chorando,
Então, teve um infarte,
Caiu no chão arquejando,
Minutos depois morreu
Para a velhinha olhando.

Aquele casal feliz
Faleceu no mesmo dia,
O gato olhando os dois
Miava e nada entendia,
Lambendo o velho morto
Muito o cachorro latia.

Por muitos dias uivando
Lá o cachorro ficou,
Então no pé da parede
Um dia paralisou,
Morreu em grande tristeza
E também se acabou.

O lindo gato Naninho
Por lá ficou em maltrato,
Miou chamando seus donos
Depois adentrou no mato
Morreu o velho, a velha,
O cachorro e o gato.


Sítio Ilha Grande, Santana do Mundaú-AL, 26 de julho de 2010