terça-feira, 24 de janeiro de 2017

RELATO DA PROCISSÃO DE SENHORA SANT'ANA EM SANTANA DO MUNDAÚ - AL (EM 2017)



Autor: Cícero Manoel
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Como é de tradição
Na nossa cidade amada
Senhora Sant’ana é
Todo ano festejada
E em grande procissão
Sua imagem é carregada.

A festa religiosa
Que dura uma semana
Tem seu fim na procissão
Da excelsa Santa Ana
Onde o povo lhe aplaude
E pelo seu nome clama.

Pois neste dia tão lindo
Na nossa localidade,
O povo mundauense
Cheio de felicidade
Deu vivas à Santa Ana
Padroeira da cidade.

Já depois vários dias
De festa e de louvação,
Nesta tarde de domingo
Teve a linda procissão
Da excelsa padroeira
Desse pedaço de chão.

O povo de Mundaú
Nesta tarde hospitaleira,
Seguiu numa procissão
Sua santa padroeira,
Seu hino foi entoado
Numa multidão inteira.

Numa bonita charola
Sua imagem foi levada,
De outros santos da igreja
Ela foi acompanhada,
Entre eles sua filha,
Maria Imaculada.

Via-se a fé do povo
No meio da procissão,
Muitos vestidos de preto
Em louvor e devoção,
Outros pagando promessas
Descalços pisando o chão.

Os homens com sua força
Carregaram os andores
Com os mártires de Cristo
Bem enfeitados de flores
Levando o peso da fé
Que alivia as dores.

À frente o Padre Givaldo
Seu rebanho conduzia,
Em nome de Jesus Cristo
E da Mãe Virgem Maria,
Aclamava Santa Ana
Festejada neste dia.

No céu para festejar
Fogos iam estourando,
Via-se na multidão
Pessoas se emocionando,
E para Jesus sorrir
Tinham anjinhos rezando.

Em frente à linda matriz
Terminou a procissão,
Finalizou já à noite
Com uma celebração
Invocando para o povo
O evangelho cristão.

Foi linda a procissão
Quem viu pode comprovar,
Ano que vem quem for vivo
Outra vez vai se juntar
Para Senhora Sant’ana
Outra vez ir festejar.















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 Santana do Mundaú – AL / 22 de janeiro de 2017

FOTOS: Thiago Aquino
  

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

DESPEDIDA DE AMOR























 




(Cicero Manoel)

Estou como um Beija-flor
Sem flores para beijar,
Estou perdido num mar
Sombrio e avassalador.
Parece que toda dor
Que existe de mundo afora
Alojou-se em mim na hora
Que ela me abraçou
A minha boca beijou
Disse adeus e foi embora.

Estou como uma viola
Sem as mãos do violeiro,
Como ave em cativeiro
Triste dentro da gaiola.
Como um jogador sem bola,
Como uma igreja sem sino.
Estou mesmo sem destino,
Pois quando ela me deixou
Meu coração se rasgou,
Fiquei frágil igual menino.

Ali da minha janela
Eu a vi então partir
E de mim se despedir
Acenando da cancela.
De longe olhando pra ela
Eu abracei a tristeza
O que era só beleza
Virou feiura e tormento
Vendo naquele momento
Partir a minha princesa.

Naquela hora fiquei
Sem terra para pisar,
Deu vontade de chorar
O choro não controlei.
Nas lágrimas mergulhei
Vendo um abismo na frente,
Até hoje estou doente
Pois nada cura a dor
De ver o seu grande amor
Partir pra longe da gente.

Aqui fico relembrando
Com pensamentos distantes
Os beijos alucinantes,
Que demos se enlaçando.
Da minha janela olhando
A estrada que a levou
Me olho e vejo que estou
Banhado pela saudade
A minha felicidade
Seus passos acompanhou.

Meus dias são de tristeza
Depois que ela disse adeus.
Procuro nos dias meus
Seus olhos na natureza.
O verdor e a clareza
Preenchem a minha mente
Fecho os olhos de repente
Sonho com ela chegando
Me abraçando e beijando
Minha boca novamente.

Santana do Mundaú – AL / 13 de outubro de 2016


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O GALÃ A MUSA E O EMPRESÁRIO





























Nessa eleição pra prefeito
De dois mil e dezesseis,
Moravam lá na Juçara
Na quadra quarenta e três
Irandi, a velha mãe,
E o esposo Juarez.

Não discutiam política
Odiavam opinar,
Os dois estavam indecisos
Sem saber em quem votar,
Até que os candidatos
Foram lá lhes visitar.

Numa bonita manhã
Quando o sol apareceu,
Artur Freitas sorridente
Palmas na porta bateu,
Irandi estava só
E em casa o recebeu.

O candidato lhe deu
Um abraço carinhoso,
Que deixou na roupa dela
O seu perfume cheiroso
A mulher foi a loucura
No momento precioso.

Artur pediu o seu voto
Despediu-se e foi embora.
A mulher foi pra cozinha
E disse: Nossa Senhora
Por pouco não tive um treco
Quase me acabo agora!

Na manhã do outro dia
Quando o sol apareceu
Kelly Correia elegante
Palmas na porta bateu
Juarez estava só
E em casa a recebeu.

A candidata lhe deu
Um abraço carinhoso,
Que deixou na roupa dele
O seu perfume cheiroso
Juarez foi a loucura
No momento precioso.

Kelly pediu o seu voto
Despediu-se e foi embora.
Juarez foi pra cozinha
E disse: Nossa Senhora!
Por pouco não tive um treco
Quase me acabo agora!

Na manhã do outro dia
Quando o sol apareceu
Antônio Carlos, alegre
Palmas na porta bateu
A velha estava só
E em casa o recebeu.

O candidato lhe deu
Um abraço carinhoso,
Que deixou na roupa dela
O seu perfume cheiroso,
A velha foi a loucura
No momento precioso.

Antônio Carlos pediu
O seu voto e foi embora.
A velha foi pra cozinha
E disse: Nossa Senhora!
Por pouco não tive um treco
Quase me acabo agora!

À noite Irandi pensava
Numa cadeira sentada:
“O abraço de Artur
Deixou-me atordoada,
A barba dele bem feita
Deixou-me arrepiada.

Aquelas mãos me apertando,
Aquele lindo sorriso,
É o homem mais bonito
De todo meu paraíso,
O meu prefeito é Artur,
É 15 no meu juízo!".

Juarez também pensava
Na janela debruçado:
“Aquele abraço de Kelly
Deixou-me atordoado,
O seu cabelo lisinho
Deixou-me apaixonado.

Aquelas mãos me apertando,
Aquele lindo sorriso,
É a mulher mais bonita
De todo meu paraíso,
Kelly é minha prefeita,
44 no juízo!”

A velha também pensava
Na sua cama deitada:
“O abraço de Seu Antônio
Deixou-me atordoada,
Aquelas mãos me afagando
Me deixaram arrepiada.

Aquele corpão bem alto,
Aquele lindo sorriso,
É o homem mais bonito
De todo meu paraíso,
Seu Antônio é meu prefeito,
É 12 no meu juízo!"

Daquele dia pra frente
Ficou tudo decidido.
O forte abraço da musa
Enfeitiçou o marido
Que passou diariamente
A seguir o seu partido.

Assim como a mulher:
Depois que o galã passou
Lhe deu um forte abraço
E a barba nela roçou
Deixou-a enfeitiçada
E o voto dela ganhou.

Como também com a velha
Naquela ocasião
Que o empresário lhe deu
Um grandioso abração
Na hora ganhou seu voto
E também seu coração.

Hoje à tarde eles três
Tiveram uma discussão
Pegaram uma grande briga
Por causa da eleição
Findaram apartando os cacos
Numa zoada do Cão.

Só temos uma certeza
Quando a novela acabar
O empresário, a musa,
E o galã vão se ausentar,
E quem briga por abraço
Sem abraço vai ficar.

Quando a eleição passar
Pode acontecer talvez,
De Irandi fazer as pazes
Com o marido Juarez
E se juntarem com a velha
Na mesma casa outra vez.

AUTOR: CICERO MANOEL CORDELISTA